[Resenhas de Outubro] - Madras Editora

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Saudações, leitores! 

Como o próprio título da postagem indica, devo pedir desculpas pelo atraso em explicar essa novidade aqui do blog: a partir de Outubro, mensalmente farei uma postagem com resenhas dos livros do mês da Madras Editora, agora em parceria conosco!

Os quatro livros que escolhi para dar início a essa seção foram:

Os Beatles e a Filosofia - Nada que você pense que não pode ser pensado

Quem me conhece sabe, mesmo de longe, que os Beatles estão presentes não só nos meus fones de ouvido, mas também nas paredes do meu quarto, na minha gaveta e nas minhas grandes inspirações. Quem me conhece um pouquinho melhor sabe que sou apaixonada por Filosofia. Sendo assim, me encantei com a ideia do livro logo de cara. O documento surpreende desde o início, e reúne depoimentos de diversos filósofos, que comentam e interrelacionam importantes passagens da vida dos Beatles, suas frases de impacto, letras, citações, harmonias e canções com grandes pensadores, como Adorno, Marx, Hegel e Nietzsche. explicando claramente como cada um dos fatos apresentados se entrelaça com um ramo da filosofia, seja ocidental ou oriental. Nas quase 290 páginas, a coletânea aborda questões como o ceticismo, a epistemologia, a ética da virtude, a ética feminista do cuidar e a crítica da cultura do consumismo, além da percepção de temas cotidianos nas canções sob a luz da filosofia, como amor, sociedade, política e espiritualidade.



Freddie Mercury - Memórias do Homem que o Conhecia Melhor

Preciso confessar: independentemente do autor, da editora, ou seja lá do que o mais, se na capa conter um "Freddie Mercury" em letras garrafais, já conquistou minha atenção. A questão é que, ao ler o subtítulo do livro, fiquei ainda mais curiosa quanto a lê-lo, e foi aí que me surpreendi ainda mais. Peter Freestone, autor da obra, foi o assistente pessoal de Freddie Mercury pelos últimos 12 anos de sua vida, vivendo com o cantor mundo afora e, inclusive, estando com ele em seus últimos suspiros. "Fui faz-tudo, garçom, mordomo, criado pessoal, secretário, camareiro... e conselheiro sentimental de Freddie. Eu viajava pelo mundo com ele, estive presente nos altos e baixos. Agi como seu guarda-costas quando foi necessário e, no final, é claro, fui um de seus enfermeiros", diz Freestone. Este relato é, definitivamente, o que de mais íntimo da vida de Mercury já escrito e a verdade por trás dos boatos e mistérios sobre a sua vida: afinal, quem melhor do que Freestone para fazê-lo?



O Retorno  do Rei - A Grande volta de Elvis Presley

Não poderia começar essa resenha sem antes evidenciar o quão lindo é esse livro. Ao abri-lo tive uma grande surpresa: a obra conta com várias fotos, muitas delas notoriamente raras, em papel especial e em ótima qualidade, contando a história de um período tumultuoso na vida de Elvis. No final da década de 60, o chamado rei do rock'n'roll estava com sua carreira na obscuridade, consequência de uma série de papéis em filmes amenos e gravações medíocres. No entanto, em um ano ele juntou forças e se reergueu, e, a partir daí, se seguiu um florescimento artístico glorioso, porém breve, em que ele criou algumas de suas gravações mais duradouras, incluindo Suspicious Minds e In The Ghetto. Este livro, claramente pesquisado com meticulosidade e escrito com uma notória elegância, foi baseado em uma série de entrevistas com colegas, amigos, familiares, fãs e observadores do Rei, lançando um olhar novo e curioso sobre a grande volta do rei.


U2 e a Filosofia - Como decifrar uma banda atômica

Da mesma série de "Beatles e a Filosofia", esse livro apresenta uma discussão indiscutivelmente forte, sobretudo aos fãs da banda: afinal, pode-se facilmente explanar a influência que uma banda de rock como o U2 é capaz de exercer no comportamento de seus ouvintes, conquistados por uma banda que comumente discute questões atípicas para uma banda de rock. A banda rapidamente criou uma sinergia com seu público ao utilizar-se de suas próprias indagações e experiências pessoais para escrever suas canções, que até hoje fazem a cabeça dos fãs. Após ler o livro, me tornou ainda mais claro que o U2 é, de fato, uma banda atômica, e suas letras relacionam-se fortemente com a filosofia de grandes pensadores, o que se reflete nos clássicos como Pride (In the name of Love), Walk On, Miss Sarajevo, Vertigo e Miracle Drug.