[POST MEME] Onze coisas, algumas palavras e infinitas sensações...

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Para todos os blogs que desejarem prosseguir com a corrente...




Regras:
- Colocar as regras no post;
- Escrever 11 fatos aleatórios sobre mim;
- Responder as 11 perguntas feitas pela indicadora;
- Criar 11 novas perguntas para os futuros indicados (e linká-los no post);
- Não indicar ninguém de volta e avisar os escolhidos.


Onze fato aleatórios (ou nem tanto) sobre quem sou:

1. Sou completamente (lê-se: doentiamente) apaixonada por livros. Imensuravelmente. Veementemente. Absurdamente. Mais do que parece evidente. Para mim é extremamente claro perceber que, sem essa estante que encontra-se bem aqui, ao meu lado, jamais seria quem sou. Sinto como se minha alma fosse composta por pequenos fragmentos de cada livro que já passou por minhas mãos. Está longe do denotativo. É um amor maior do que palavras são capazes de explicar.
2. Gostaria de me ver mais independente de quem me faz bem. É um dos meus maiores desejos. Sinto-me como um planeta, sólido, preso a sua órbita — mas que, quando desprendido, torna-se gasoso, sem superfície estável, segura. Sem firmeza. E aí é como se tudo desmoronasse, em seu sentido mais literal possível. Talvez falte algum tipo de sentimento próprio. Talvez puramente consciência. Talvez desapego. Soa tão clichê. Soa tão verdadeiro...
3. Tenho uma compulsão maluca por observar as pessoas na rua e imaginar histórias sobre elas. Se vejo um motorista desrespeitando o sinal vermelho, por exemplo, fico a pensar no que o levou a quebrar essa regra de bom senso (imposto) que toda a sociedade (ao menos teórica) compartilha. Estaria estressado? Desinteressado no que os outros carros ali parados achariam dessa atitude? Estaria fugindo? Desesperado? Mas por quê? Bem, já introduzi esse ponto esclarecendo que a compulsão era um tanto maluca...
4. Gosto muito de escrever com a presença de uma melodia no ambiente, seja ela música, seja ela efeitos sonoros relacionados ao que estou compondo. Tenho uma lista com todos os sons que já acompanharam a mim e ao meu lápis e papel. Na liderança está Blue Foundation, com Eyes On Fire.
5. Frequentemente sonho com as pessoas que compartilham comigo uma sensação de ligação de extrema força. E o que mais se assemelha ao fragmento de um delírio se repete toda vez: elas caminham sempre na mesma direção, porém com cores distintas que compõem sua silhueta — e são essas colorações que me permitem saber como se sentem. Mas essa é uma história longa, relativa, que é preferível que fique subentendida por ter, em seu decorrer, tantas e indecifráveis reticências.
6. Já me comuniquei com um desconhecido através de bilhetes dentro de um livro da biblioteca. A postagem Homenagem mútua / Caderno "R" — And now, Mr. Rain met Ms. Casement faz referência ao desconhecido dono do pseudônimo Raul — daí Rain, de chuva —, que trocou comigo correspondências dentro do livro Caderno H, de Mario Quintana — logo, Caderno R(ain). Daí também vem Casement janela —, de meu nome, Carolina. Tudo proposital. Há combinação melhor do que chuva e janela, afinal?
7. O meu grande sonho é publicar um livro, e pretendo começar essa jornada selecionando algumas das postagens desse blog e transformando-o em uma antologia impressa de contos. Criei essa página em 2008 com tal intuito, e não pretendo desistir tão cedo (lê-se: até conseguir! Hm?)
8. Atualmente curso o último ano do Ensino Médio, e batalho para, no próximo ano, conquistar uma vaga no curso de Letras, na USP, com futura habilitação em Italiano. Tenho a esperança de contribuir com a educação de nosso país, de pouco em pouco, visando sempre sua melhoria. Acredito que grande parte dos problemas que enfrentamos podem ser solucionados através do incentivo a leitura às nossas crianças. Mas... se Letras é um curso para formar professores? Na verdade, não. Se eu ainda assim quero lecionar? Sim. Se sei que minha vida vai ser um caos? Ora, e existe caos mais delicioso do que o planejado?!
9. Na minha lista (imaginária) dos vinte melhores autores de todos os tempos, em primeiríssima posição encontra-se Clarice, em sua posição desde sempre intacta. Pena que, de tão feicebuquizada nos últimos tempos, acabou por ter seu nome pronunciado em vão. Mas a questão é outra. A questão é outra. Como cantaria Caetano, "que mistério tem Clarice/pra guardar-se assim tão firme, no coração?"
10. A ideia de ter sido vencedora de um concurso literário de nível nacional ainda me fascina. Me encanta. Ainda custo a acreditar. Ter tido meu conto vencedor publicado em uma antologia é um pensamento que sempre me pareceu fora de cogitação, ao menos em um espaço de tempo tão pequeno. E o livro está aqui, bem ao meu lado, me relembrando a todo o tempo que os sonhos se tornam reais sempre que assim o desejarmos.
11. Todos os dias, quando acordo, meus olhos voltam-se sempre às fotografias dos meus porta-retratos na estante. E então amanheço deparando-me com o teu sorriso, e com o teu olhar doce. Carinhoso. E então sorrio. Sorrio porque eu tenho um amor, e vejo melhor o mundo. Sorrio porque, a cada segundo que passa, acabo por pertencer mais e mais a ele. Eu tenho um amor, e eu sou feliz ao teu lado, esse laço indecifrável de sentimentos mútuos de respeito e generosidade. Eu tenho um amor, de tempos muito antecessores ao um ano e sete meses que estamos juntos. Eu tenho o mundo inteiro em meus braços quando te abraço. Eu tenho um amor. Eu tenho o maior amor do mundo...


As onze perguntas da Alessandra:

1. Supondo que Hogwarts existisse e você fosse uma aluna na aula de poções preparando Amortentia – a poção do amor -, quais seriam os cheiros que você sentiria? (Aqueles que te deixam apaixonada, ou os que você mais gosta).

Que pergunta legal! Sentiria cheiro de chuva, café, de máscara de pepino (hehehe), do Floratta Emotion (meu perfume) e do Uomini (cheirinho do mon amour!).

2. Você acredita no sobrenatural? Espíritos, fadas, bruxas and all that Jazz? Se sim ou se não… Por que?

Bem relativo. Acho legal estabelecer uma divisão entre os exemplos. Em espíritos, acredito, uma vez que o espiritismo se faz presente em minha órbita; já em fadas, bruxas, whatever, tenho minhas crenças. Mas quando fecho o livro, elas se vão para retornarem só na próxima literatura fantástica.

3. Se as religiões monoteístas não tivessem dominado o mundo e a maior incidência do mundo fosse a de religiões politeístas... Qual você estaria mais propensa a acreditar/seguir? A Grega, Egípcia, ou Druida (céltica)?

Adorei a pergunta! Acho todas elas extremamente interessantes, decerto. Sempre notei, contudo, um ponto gritante na religião politeísta grega: é incrível esse paralelo constantemente estabelecido entre os deuses e os mortais, dando espaço, assim, para os defeitos das criaturas divinas, o que é algo diferente e instigante. Há modo melhor de se pregar a religião que não mostrar aos fiéis que o Deus em questão era alguém semelhante a eles, propenso a errar? É para se pensar.

4. Para você, existe uma forma de amar duas pessoas igualmente? Ou todo amor é um amor diferente?

Ama-se um. Ama-se dois. Ama-se três. Ama-se até mil. Mas nenhum amor é igual ao outro. Imagine só você, querer estabelecer relações entre uma relação de pai e filho, e outra de homem e mulher. Amigo e amiga. Irmão e irmã. Mesmo um amor entre três pessoas nunca é composto por uma total reciprocidade e igualdade. Sempre ama-se mais um do que outro. Sempre dedica-se mais a um do que a outro. Mesmo que indiretamente. Mesmo que imperceptivelmente. É fácil perceber: um amor nunca é igual ao outro por ser a denominação de um conjunto de sentimentos e atitudes, sempre voltadas ao interesse e bem estar mútuo. Amar igualmente a duas pessoas seria como abominar a identidade de cada um delas.

5. Quais são as tuas crenças? Sejam elas sociais, religiosas ou políticas... O que te faz sair da cama todos os dias?

Abrir os olhos e perceber que ainda há tempo para que eu possa realizar os meus sonhos, sempre ao lado das presenças positivas, me faz não só sair da cama, como me sentir a pessoa mais feliz de todo o universo (incluindo os ETs!).

6. Você seria capaz de ir contra seus próprios princípios por alguém? Ou para chegar em algum lugar?

Nunca. Fora de cogitação, por ser contra qualquer tipo de injustiça e trapaceio. Inclusive sobre os próprios princípios. Se me deparasse com uma situação na qual só seria capaz de me destacar perante a quebra das regras clássicas de ética e bom senso, voltaria atrás e perceberia que o futuro me reservará mais chances de conquistar o mesmo prêmio. A diferença é que sem afetar ninguém negativamente. Inclusive a mim.

7. Qual a importância da música na sua vida? Diga 5 músicas que vem fazendo um sentindo absurdo na sua vida.

Definitivamente, sem música a vida seria um erro. Apenas cinco músicas... Apenas cinco músicas? Isso será complicado! Mas imagino que faça uma boa escolha:
"There's Never A Forever Thing", do a-ha. Estou vidrada nessa música já há tantos meses... tantos, que perdi a conta.
"Splitting The Atom", do Massive Attack. Porque alguém (entre muitas aspas) me enviou. E então eu descobri o nome dessa música, que eu sempre quis saber.
"Eyes On Fire", do Blue Foundation. Por razões já mencionadas. Desde sempre até o fim dos tempos...
"Undisclosed Desires", do Muse. Porque essa música não requer explicações, definições ou qualquer coisa do tipo.
"Janta", do Marcelo Camelo e da Mallu Magalhães. Sabe quando você ouve uma música depois de um tempão, acaba por se apaixonar por ela novamente? Pois bem...

8. Como e por que você escolheu sua profissão/curso da faculdade? Discorra.

Sou tão apressadinha que, sem querer, já o fiz lá em cima!

9. Você consegue imaginar um mundo sem capitalismo?

Conseguir imaginar, eu consigo. Agora, viver, é outra história. Digo... isso tudo é muito relativo. Um mundo de esquerda seria, sim, possível, mas acontece que vivemos em um mundo prático, e nada teórico — e muito menos utópico. Sou a favor da criação de um novo sistema político, talvez "de pântano" (não como o PSD, de Kassab. Longe, bem longe disso...), central, que abrange características dos dois sistemas, criando, então, algo inovador e certeiro. Ainda sonho com esse dia. Acho possível! E você?

10. Quais são as tuas maiores ambições na vida?

Publicar um livro, me formar na USP, me unir a quem amo e, acima de tudo, sentir que a palavra "felicidade" é um eufemismo para o carnaval que carrego no peito!

11. E seus medos?

Meu maior receio é perder quem amo e não conseguir realizar todos os meus planos que se encontram em primeira ordem. Mas o importante é reconhecer que, no final, tudo dá certo. caso contrário, ainda não chegou ao fim.


As minhas onze perguntas:

1. Quem te deu esse nome?

2. Como se sente ao se deparar com uma situação em que precisa se apresentar em público?

3. Qual é a tua memória mais distante do passado?

4. O que há nas paredes do seu quarto? E no seu desktop?

5. Caso tivesse que escolher entre Paulo Coelho ou Crepúsculo para dar a denominação de "literatura", por qual optaria? Por quê?

6. Qual é a tua citação preferida?

7. Voltaria ou avançaria o tempo?

8. Há quanto tempo tem blogs?

9. Descreva um dia perfeito para você.

10. Teoria criacionista ou Big Bang?

11. Fale um filme e/ou um livro que foi capaz de mudar a sua vida.


O post ficou muito maior do que planejei!
Onze coisas, algumas palavras, porém infinitas sensações...