III - Setenta e duas horas

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Não há palavras que expressem a infinitude da alegria de ter ouvido a sua voz hoje. E ainda assim: de surpresa e ao acordar. A primeira coisa que ouvi hoje foi a sua voz, depois de dias longe de você. Quando ouvi o celular vibrar e vi a sua foto, aquela linda de um você sorridente depois de roubar os meus óculos para ser fotografado, mal pude acreditar. Podia jurar que era um sonho!
Não há nenhuma outra felicidade que me invada mais do que essa.
A vontade que tive foi de captar a sua voz e puxá-la pelos buraquinhos do telefone até você chegar aqui, inteirinho, ao meu lado. Ou então de ligar pra polícia, de inventar qualquer desculpa pra eles te trazerem de volta pra cá. 
Volta, amor, que eu tô morrendo de saudades.