I - Vinte e quatro horas

/
0 Comments


Quantas vezes eu já te disse que estou sentindo a sua falta mesmo depois de um dia inteiro juntos? Não sei ao certo como explicar essa saudade sem-fim que carrego sempre comigo, mas a questão é que é cruel passar mais de um dia sem nenhum tipo de contato com você. E eu só queria dizer que eu sinto, sinto de verdade a sua falta, mas sinto como nunca. Sinto mais do que senti em todas as outras vezes, juntas. E ainda sinto mais uma porção de coisas quando você não está por perto.
Soa ilógico dizer que te amo, te desejar um bom dia, te desejar uma boa noite e então te desejar um bom dia de novo quando você não estará aqui para ouvir, por dias, mas a gente cria um elo. A gente sente uma coisa turva, um laço de vontade, que gera uma necessidade, e então não há distância, estrada ou sinal de celular que me impeça de desejar, de todo o meu coração, que o seu dia seja bom. A força do pensamento está aí pra isso. E nesse exato momento, mesmo o céu do dia não estando azul e o da noite ser opaco como as trevas, te envio o maior dos abraços por telepatia.
E eu estou contando os segundos pra você voltar pra cá. Azul. Brilhante. Como o céu, do dia, da noite e de qualquer tempo, de fora, de dentro, mensurável ou não.
Mas azul, essencialmente azul. E de braços abertos,
como os meus: escancarados.
Vem...